sábado, 19 de janeiro de 2013

Sentindo

Não tenho grandes pretensões sobre mim
Não tenho a chuva fina da tarde
E nem o sorrir da brisa a acariciar o rosto

Segue errante isolada...
Sem companhia sem medida...
Sem restrições passando por essa vida!

Com limites alterados
Com vontades pertinentes
Com desejos inconscientes...

Na tempestade desse jeito incoerente.
Permaneço consciente
De que um dia serei a sua mente.

F.G.

domingo, 21 de outubro de 2012

Essential

Esse Poema tentar versar um pouco sobre o que a poesia representa para quem a faz, a forma como ela é essencial à vida dele e o ajuda a manter a (in)sanidade..


Essential



E do que é feita toda Poesia?
Responda-me enfim, qual é sua essência?
Será que ela nasce em meio à agonia?
E tem sua origem no fim da inocência?

Talvez ela seja do poeta um brado,
daquele que espera mudar sua sorte.
Que espera quem sabe, um dia ser amado,
e de uma forma louca flerta com a Morte.

Talvez seja ela um raio de esperança,
que brote do fundo de sua alma cansada,
e evita que ele se torne impassivo.

Que faz surgir nele aquela criança
que fica com o mundo maravilhada.
Talvez seja ela que o mantenha vivo.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pétala




Uma rosa avistei no Jardim,
de todas ela era a mais bela
E pra mim tirei uma Pétala
pra estar sempre junto dela.

Era o presente perfeito
parar dar à mais bela donzela,
e isso aumentou meu desejo
de estar sempre junto dela.

Ela se destacava entre as outras.
Parecia pintada à aquarela.
E eu ao olhar desejava
estar sempre junto dela.

Desejei ter só pra mim
aquela rosa tão bela,
e viver tão feliz assim
estando sempre junto dela

mas longe do jardim não teria
a Beleza que então se revela
a Rosa então morreria
e eu não estaria com ela.

E já que eu não poderia
ter a Rosa em minha janela,
plantei em meu sonho sua Pétala
e hoje vivo junto dela.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Almas


Almas como a minha
Sonham sem asas
Amam sem poder amar
Desejam sem intencionar

Não a uma luz
Apenas um sentir
Intenso e imensurável
Que nos prende na corrente...

E assim amamos
Silenciosamente...
Amedrontada (mente)...
Amamos sem poder amar.

F.G.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Exílio em Si mesmo

Esse poema retrata um pouco do que somos ao nos exilarmos dentro de nós mesmos, represarmos a dor que sentimos e usamos a poesia como válvula de escape


Com palavras doces mascara o que sente.
Traz impresso no rosto um sorriso fingido.
Ao dizer estar bem ele sabe que mente.
Porém segue em frente no caminho escolhido.

Quem é esse poeta de alma atormentada?
Por que a sua dor dos outros esconde?
Por que escolhera tão triste cruzada?
Por que tais perguntas ele não responde?

Por que escolhera estar sozinho,
quando a angústia vem lhe atormentar?
Por que escolheu tão louco caminho?
E sem companhia sua sina enfrentar?

Por que é assim? O que ele teme?
Não encontra alguém em quem confiar?
O que o transformou? E quando ele geme
será apenas medo de amar?

Ele não responde, apenas caminha.
Achou na poesia razão de existir
Assim é melhor, sua alma é sozinha
Prossegue em sua sina de triste, sorrir.